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Yamaha YZF-R9: A Supersport vencedora

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Em 60 segundos

Em Outubro de 2025, no Circuito do Estoril, Stefano Manzi (Pata Yamaha Ten Kate Racing) atravessou a meta da Corrida 2 do Round 11 do Campeonato do Mundo de Supersport e tornou-se Campeão Mundial. Era a 11.ª vitória da temporada para o italiano, depois de dois anos consecutivos a terminar em segundo lugar. E era a primeira vez que isto acontecia: uma moto a ganhar o título mundial na sua época de estreia. A Yamaha YZF-R9, lançada em 2025 para substituir a lendária R6, dominou o WorldSSP do início ao fim — 17 vitórias em 24 corridas, título de Pilotos com Manzi, título de Construtores para a Yamaha (o seu 11.º — recorde absoluto da categoria). E tudo isto na primeira temporada. Não é normal. Nem é razoável. Mas é o que aconteceu. Neste artigo dissecamos a R9 que tornou isto possível — a sua engenharia obsessiva, o motor CP3 de 890 cc com 117 CV, o chassis Deltabox mais leve de sempre numa Supersport Yamaha, a IMU derivada da R1, e a edição especial 70.º Aniversário que homenageia 70 anos de competição com a pintura branca-vermelha icónica da R7 de 1999.


O fim de uma era. E o início de outra.

Para perceber a R9, é preciso primeiro perceber o que ela substitui. A Yamaha YZF-R6 dominou o WorldSSP durante 25 anos consecutivos. Vinte e cinco. Em 25 temporadas, a R6 conquistou 10 títulos mundiais, 147 vitórias e 404 pódios — números que tornaram a Yamaha o construtor mais bem-sucedido na história da categoria, com 10 títulos de construtores empatada com a Honda. A R6 era o standard contra o qual todas as outras Supersport eram medidas.

Mas em 2022, a FIM introduziu o regulamento "Next Generation" no WorldSSP, abrindo a categoria a motos de maior cilindrada (até 950 cc). Era o convite para a Yamaha repensar a sua proposta — e a marca decidiu fazer algo que nunca tinha feito: construir uma Supersport tricilíndrica de raiz. Não uma adaptação da MT-09. Uma máquina concebida desde o primeiro parauso para vencer o WorldSSP — e, ao mesmo tempo, ser viável na estrada.

Em Outubro de 2024, a Yamaha revelou oficialmente. YZF-R9. A primeira Yamaha Supersport com motor de três cilindros. A herdeira da R6. E o desafio era óbvio: depois de 25 anos da R6 como referência, podia uma moto nova justificar essa herança logo no primeiro ano?

A resposta veio em Phillip Island, Austrália, no fim-de-semana de abertura do WorldSSP 2025. Manzi cruzou a meta da primeira corrida WorldSSP de sempre da R9 em primeiro lugar. Era um sinal. O que veio a seguir foi confirmação.


A temporada perfeita: 17 vitórias em 24 corridas

A estatística pura conta a história melhor do que qualquer narrativa. Em 2025, a R9 venceu 17 das 24 corridas disputadas. Manzi assinou 11 vitórias, 7 segundos lugares e 2 terceiros lugares — 20 pódios em 24 corridas. O jovem Can Öncü, na Yamaha BLU CRU Evan Bros Racing, somou 6 vitórias. Yamaha conquistou:

  • Campeonato de Pilotos: Stefano Manzi
  • Campeonato de Construtores: Yamaha (11.º título — recorde absoluto)
  • Campeonato de Equipas: Pata Yamaha Ten Kate Racing

A tripla coroa. No primeiro ano. Com uma moto cuja primeira corrida de competição foi também a primeira vitória da R9.

O título foi conquistado matematicamente na Ronda 11 no Estoril, com 2 corridas ainda por disputar. O campeonato mundial de construtores foi consolidado já na Ronda 9 em França, com 3 rondas de antecedência.

"É difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto neste momento", disse Manzi após conquistar o título. "Depois de terminar em segundo lugar dois anos seguidos, finalmente vencer é incrível. É um trabalho de uma vida — começamos a andar de moto em jovens, sonhámos com isto, e estou incrivelmente orgulhoso."

Para 2026, Manzi sobe ao WorldSBK com a equipa GYTR GRT Yamaha. Deixa para trás a R9 que o tornou Campeão do Mundo. E deixa-nos a nós, em Portugal, a versão de estrada da mesma máquina — disponível na Motocar.


A engenharia: o que está realmente dentro de uma R9

Sair de uma Supersport campeã do mundo e construir a versão de estrada não é simples. A Yamaha tinha de equilibrar três coisas aparentemente irreconciliáveis: performance digna do WorldSSP, usabilidade real em estrada, e um preço que mantenha a R9 dentro da categoria Supersport média (sem subir aos preços de Superbike). Conseguiu. Eis como.

O motor CP3: 890 cc, 117 CV, três cilindros, e uma sonoridade que outras não têm

O coração da R9 é o motor CP3 de 890 cc DOHC com 12 válvulas e refrigeração líquida — o mesmo bloco base que equipa a MT-09, mas reprogramado especificamente para a R9. Cilindro x curso de 78 mm × 62,1 mm — um motor curto-de-curso que adora subir rotações. Compressão 11,5:1.

Os números importam: 117,3 CV (87,5 kW) às 10.000 rpm e 93 Nm de binário às 7.000 rpm. Mas o que importa mais é como esses números são entregues. A configuração tricilíndrica com cambota crossplane (terminologia Yamaha para o seu firing order específico) dá ao motor uma personalidade distinta: a fluidez de aceleração de um inline-4 nos médios e altos, mas com o pulso característico de um V-twin nas baixas. É um motor que tu ouves — e a admissão foi cuidadosamente desenhada (caixa de ar afinada) para amplificar essa sonoridade nas rotações que mais importam.

Pistões forjados (leves), embraiagem multidisco com assistência e função deslizante, caixa de 6 velocidades com o quickshifter Yamaha de 3.ª geração (subir e descer mudanças sem embraiagem nem cortar gás), acelerador electrónico YCC-T (Yamaha Chip Controlled Throttle) com ride-by-wire. E uma versão 35 kW (A2) disponível ao mesmo preço — porque a Yamaha não acha justo que quem tem carta A2 pague mais para ter a moto que pode conduzir.

O chassis Deltabox: o mais leve de sempre numa Supersport Yamaha

A R9 estreia um chassis Deltabox em alumínio fundido por gravidade que é, segundo a Yamaha, o mais leve de sempre numa Supersport da marca. Não é apenas marketing — o quadro foi extensivamente desenhado para combinar flexibilidade controlada a baixas velocidades (importante para feeling de estrada) com rigidez torsional cirúrgica a altas velocidades (essencial em pista).

A geometria é deliberada: ângulo de direcção 22,6°, avanço 94 mm, distância entre eixos 1.420 mm. E o ponto crítico para o handling — distribuição de pesos 50/50 entre eixo dianteiro e traseiro. Peso seco de 179 kg, peso em ordem de marcha de 195 kg. Para contexto, a R6 de 2020 (última versão de estrada) pesava ~190 kg secos. A R9 é mais potente e mais leve.

Suspensão e travões: KYB premium e Brembo Stylema

A suspensão dianteira é uma forqueta invertida KYB de 43 mm com regulação totalmente independente — pré-carga separada do amortecimento, ajuste de compressão em alta e baixa velocidade e ajuste de extensão. Atrás, um monoamortecedor KYB também totalmente regulável. É a suspensão que se encontraria numa moto de competição cliente — não numa moto de estrada.

Os travões são, simplesmente, os mesmos travões da R1 Race. Pinças Brembo Stylema monobloco, bomba radial Brembo, discos duplos dianteiros de 320 mm, linhas em aço inox e pastilhas agressivas. Disco traseiro de 220 mm. Em performance de travagem, a R9 não cede um milímetro à Superbike topo de gama.

Pneus de série: Bridgestone Battlax Hypersport S22F, dimensões 180/55-17 atrás e 120/70-17 à frente.

A electrónica: directamente da R1

A R9 estreia uma IMU (Unidade de Medição Inercial) de 6 eixos derivada directamente da YZF-R1 Superbike. Isto é importante porque é a IMU que torna toda a electrónica sensível à inclinação da moto — não só sabe o que estás a fazer, sabe a que ângulo o estás a fazer. Lista completa do sistema electrónico:

  • Power Delivery Mode (PWR) — 4 níveis de resposta do acelerador
  • Traction Control System (TCS) — 9 níveis, sensível à inclinação
  • Slide Control System (SCS) — 3 níveis, desenvolvido na MotoGP
  • Lift Control System (LIF) — 3 níveis, anti-cavalinho
  • Brake Control System (BC) com ABS — sensível à inclinação (Cornering ABS)
  • ABS traseiro desligável — para pista
  • Engine Brake Management (EBM) — 2 níveis
  • Back Slip Regulator (BSR) — controla deslize traseiro em reduções
  • Launch Control (LC) — para arranques em pista
  • Yamaha Ride Control (YRC) — modos predefinidos + 2 modos personalizáveis
  • Yamaha Variable Speed Limiter (YVSL) — limitador de velocidade ajustável
  • Cruise control

Tudo gerido através de um ecrã TFT a cores de 5 polegadas com 4 temas para estrada e 1 tema dedicado para pista. Conectividade smartphone via app Y-Connect. Iluminação Full LED. Manípulos retroiluminados.

Aerodinâmica: winglets inspirados na MotoGP

O design da R9 não é apenas estético — tem função. Os winglets aerodinâmicos integrados na carenagem são inspirados na M1 da MotoGP e geram downforce real em alta velocidade, melhorando a estabilidade dianteira em travagens. A entrada de ar frontal em forma de M (assinatura visual da gama R) é funcional — alimenta a caixa de ar. A iluminação LED de posição angular assinala a evolução geracional do design R-Series.

A R9 é, esteticamente, claramente uma R — irmã da R1, R7, R3 e R125 — mas com identidade própria.

A edição 70.º Aniversário: 1955-2025 em Pintura branca e vermelha

Em Julho de 2025, a Yamaha Motor Company celebrou 70 anos de história. A marca foi fundada em 1955 em Iwata, Japão, e nunca se afastou da competição — é, hoje, uma das poucas marcas que faz da participação activa em mundiais (MotoGP, WorldSBK, WorldSSP, motocross, rally raid, enduro) uma componente central da sua identidade.

Para marcar a ocasião, a Yamaha apresentou uma pintura especial branca e vermelha com detalhes em dourado e grafismos Speedblock históricos — directamente inspirada na icónica YZF-R7 OW02 de 1999, a Supersport homologada para competição (apenas 500 unidades produzidas) que se tornou objecto de culto.

Esta decoração foi estreada pela equipa Monster Energy Yamaha MotoGP e pela Prima Pramac Yamaha MotoGP no Grande Prémio dos Países Baixos, em Assen. Depois foi usada pela equipa de fábrica Yamaha Racing Team nas 8 Horas de Suzuka 2025, onde Jack Miller, Andrea Locatelli e Katsuyuki Nakasuga conquistaram o segundo lugar do pódio. As equipas Yamaha do WorldSBK e WorldSSP correram com pinturas inspiradas nestas cores em Jerez, em Outubro.

Para 2026, a Yamaha oferece esta cor comemorativa do 70.º Aniversário em 4 modelos da gama Supersport: R125, R3, R7 e R9. Cada uma combina:

  • Branco pérola (Qualitative Pearlish White)
  • Vermelho desportivo vivo
  • Preto
  • Logos "tuning fork" Yamaha em dourado
  • Grafismos Speedblock históricos
  • Emblema "Anniversary Edition" específico

Na YZF-R9 70.º Aniversário, a pintura combina-se com a estética agressiva da carenagem R-Series, os winglets MotoGP-inspired e o design angular da iluminação LED para criar uma moto que parece, ao mesmo tempo, histórica e futurista. Não é uma R9 diferente mecanicamente — é exactamente a mesma máquina mecânica e electronicamente. É a mesma R9 que ganhou o WorldSSP. Mas vestida com a história da Yamaha por cima.

O preço PVPR oficial em Portugal:

  • YZF-R9 (cores standard Icon Blue ou Black): 13.700,00€ + Docs
  • YZF-R9 Edição 70.º Aniversário: 14.100€ + Docs
  • YZF-R9 35KW (versão A2, cores standard): 13.700,00€ + Docs
  • YZF-R9 Edição 70.º Aniversário 35KW: 14.100,00€ + Docs

A diferença de 400€ para a pintura Aniversário é, no contexto de uma moto desta categoria, simbólica. Para quem quer uma Yamaha Supersport diferente, com história visível e valor de colecção potencial a médio/longo prazo, é uma decisão fácil.

A ficha técnica completa

Especificação YZF-R9 2026
Motor 890 cc, 3 cilindros em linha, DOHC, 12V, refrigeração líquida, CP3
Diâmetro x curso 78 mm × 62,1 mm
Compressão 11,5:1
Potência 117,3 CV (87,5 kW) @ 10.000 rpm
Binário 93 Nm @ 7.000 rpm
Versão A2 Sim, 35 kW (mesmo preço)
Alimentação Injecção electrónica, YCC-T (ride-by-wire)
Embraiagem Multidisco em banho de óleo, assistida e deslizante
Caixa 6 velocidades, com quickshifter 3.ª geração (subir/descer)
Quadro Deltabox em alumínio fundido por gravidade
Suspensão diant. KYB 43 mm invertida, tot. ajustável (pré-carga, comp. alta/baixa, extensão)
Suspensão tras. KYB monoamortecedor totalmente ajustável
Travão diant. Disco duplo 320 mm + Brembo Stylema monobloco + bomba radial Brembo
Travão tras. Disco 220 mm com ABS
ABS Cornering ABS sensível à inclinação, traseiro desligável
IMU Bosch 6 eixos (derivada da R1)
Modos potência 4 (PWR)
Controlo tracção 9 níveis, sensível à inclinação (TCS)
Slide control 3 níveis (SCS), desenvolvido na MotoGP
Wheelie control 3 níveis (LIF)
Launch control Sim
Engine brake 2 níveis (EBM)
Cruise control Sim
Pneu diant. 120/70 ZR17 Bridgestone Battlax Hypersport S22F
Pneu tras. 180/55 ZR17 Bridgestone Battlax Hypersport S22F
Distância eixos 1.420 mm
Ângulo direcção / avanço 22,6° / 94 mm
Altura banco 831 mm
Peso seco 179 kg
Peso em ordem de marcha 195 kg
Depósito 14 L
Distribuição peso 50/50
Ecrã TFT 5" a cores, 4 temas estrada + 1 tema pista
Conectividade Smartphone via Y-Connect
Iluminação Full LED, posições angulares
Aerodinâmica Winglets MotoGP-inspired, M-shaped front duct
Garantia 5 anos (Yamaha)
PVPR Standard 14.482,63€
PVPR 70.º Aniversário 14.882,63€

Opinião Motocar

Não acontece com frequência uma moto chegar ao mercado, entrar na competição mais prestigiada do seu segmento e ganhar o título mundial logo no primeiro ano. Para se ter ideia: a Ducati Panigale V2 que dominou o WorldSSP em 2023 e 2024 demorou duas temporadas a ganhar o seu primeiro título. A Yamaha R6, lendária, demorou anos a estabelecer-se na categoria. A R9 conquistou o título de Pilotos, o de Construtores e o de Equipas na sua estreia.

Isto significa duas coisas. Primeira: a engenharia que está dentro da R9 é, comprovadamente, uma das mais avançadas do segmento Supersport mundial. O motor CP3, o quadro Deltabox, a IMU R1, os travões Brembo Stylema, o Slide Control desenvolvido pela MotoGP — tudo isto está na moto que tu podes comprar e que está homologada para circular nas estradas portuguesas.

Segunda: a Yamaha continua, em 2026, a ser uma das poucas marcas no mundo que investe na competição como ferramenta de desenvolvimento de produto — e que devolve esse desenvolvimento aos seus clientes finais.

A versão 35 kW (A2), ao mesmo preço da versão de plena potência é, para nós, particularmente significativa. A Yamaha está a dizer: “queremos jovens motociclistas a entrarem na nossa Supersport. Não vamos cobrar-lhes mais por isso.” Para quem está a sair da carta A2 e quer uma supersport real (não uma 600 ou 700 antiga), a R9 35 kW é simplesmente a melhor proposta do mercado. E quando passares para a A, basta tirares o limitador.

A Edição 70.º Aniversário, por 400€ adicionais, é a homenagem que faltava à história da Yamaha. Não é uma moto diferente — é a mesma R9 campeã do mundo, vestida com 70 anos de competição.

Vem à Motocar em Vila das Aves ver a R9 ao vivo. Se és fã de Supersport, vais perceber porquê.
Se não és — talvez te tornes.


FAQ

A R9 já está disponível na Motocar?

Sim. A YZF-R9 standard e a versão 70.º Aniversário (ambas em plena potência e em versão A2 de 35 kW) estão disponíveis para veres ao vivo na Motocar como concessionário oficial Yamaha.

A R9 é difícil de conduzir para quem vem da R7 ou de uma 600 antiga?

Não. A R9 tem 117 CV (vs ~73 CV da R7), mas a electrónica é toda concebida para tornar a moto acessível. Os modos de condução, controlo de tracção em 9 níveis, ABS em curva e Slide Control fazem com que a R9 seja mais segura e fácil de pilotar bem do que uma supersport de 600cc dos anos 2000 sem electrónica. É uma moto que cresce com o piloto.

Posso conduzir a versão A2 (35 kW)?

Sim, se tiveres carta A2. A versão 35 kW é mecanicamente idêntica à versão de plena potência — apenas com a potência limitada electronicamente para os 35 kW (47 CV) que a carta A2 permite. Quando passares para a carta A (ou ao fim de 2 anos), o limitador pode ser removido. O preço PVPR é o mesmo.

A pintura 70.º Aniversário é edição limitada?

Em alguns mercados (como o Japão), as primeiras séries foram limitadas. No mercado europeu, a pintura 70.º Aniversário está disponível em produção regular para 2026, mas a procura tende a esgotar stocks rapidamente.

A R9 tem garantia em Portugal?

Sim. A Yamaha oferece 5 anos de garantia em Portugal — cobertura de defeitos de material e fabrico. A Motocar, como concessionário oficial, trata de todas as questões de garantia directamente.

Quanto vale uma R9 ao fim de 3-5 anos?

Tipicamente, as Supersport Yamaha mantêm valor de revenda muito acima da média do mercado. A R9, por ser a primeira geração da configuração CP3 e por ter sido a moto campeã mundial no ano de lançamento, tem potencial de valor de revenda acima da média mesmo entre Yamahas. A versão 70.º Aniversário, em particular, tem componente colecionável que pode reforçar essa valorização a longo prazo.

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