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Trails Média Cilindrada

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Guia Motocar — Trails de Média Cilindrada: o segmento que não engana

O que são trails de média cilindrada — e porque fazem sentido

As motos de média cilindrada na categoria trail/adventure representam, há pelo menos uma década, o segmento com mais crescimento em Portugal e na Europa. A razão é simples: são as únicas motos capazes de reunir, com compromisso mínimo, as características de vida do motociclista médio: versáteis — desde o commuting diário em estrada nacional até à viagem de fim de semana para Espanha, passando pelo caminho de terra que leva à herdade ou ao monte. Não são especialistas em nada, mas são capazes em tudo.

Quando falamos de "média cilindrada" neste segmento, referimo-nos tipicamente ao intervalo entre os 450 cc e 850 cc. É aqui que a engenharia moderna entregou, nos últimos anos, os melhores equilíbrios entre: maior que as antigas trails 400-500 cc, mas muito mais leves e acessíveis do que as maxitrails de 1200. A médio prazo representam um segmento de máxima rapidez, pelo interior de Portugal, Norte, Alentejo ou Beira do Norte.

Na Motocar temos os dois em stock. Vêm de origens distintas — Espanha, Itália, China — mas têm todos em comum diferentes. Este guia não existe para vender: existe para ajudar a perceber, antes de entrar na loja, qual faz sentido para quem.

As principais vantagens do segmento

Polivalência real

Uma trail de média cilindrada circula confortavelmente a 110-120 km/h em autoestrada sem fazer esforço; aguenta estradas nacionais sinuosas com prazer; e percorre caminhos de terra, calçada e pisos irregulares com uma margem de segurança que uma naked ou uma desportiva nunca conseguirá. É o canivete suíço do motociclismo.

Ergonomia que não cansa

A posição de condução é recta, o banco mais alto (entre 820 e 845 mm nestas seis motos) e o guiador largo dá uma visibilidade e um controlo que as motos de posição mais agressiva não permitem em viagem. Para quem conduz mais de 100 km seguidos com regularidade, esta diferença é determinante.

Acessibilidade à carta A2

Quatro das seis motos que representamos na Motocar neste segmento estão disponíveis em versão homologada a 35 kW (47 CV), compatível com carta A2 — política que foi registada ao nível da marca. Do ponto de vista técnico, a remoção da limitação é simples. O facto importante é: o fabricante já desenhou, desenvolveu, homologou e certificou o modelo para o mercado europeu com garantia, um processo que envolve tempo, custos administrativos e procedimentos que variam caso a caso. É uma decisão que vale a pena discutir connosco antes de comprar.

Equipamento de série que surpreende

Uma das características mais marcantes das trails de média geração actual é o equipamento de série. Suspensão com marcas reconhecidas (KYB, Marzocchi), travões com nome da primeira linha (Brembo, Galfer, Nissin), Painel TFT com conectividade Bluetooth, TPMS, ABS desconectável, controlo de tracção — tudo incluído em motos que, até há poucos anos, este equipamento era reservado às classes premium acima dos 10.000 €.

Manutenção acessível

As cilindradas médias são, em regra, mais baratas de manter do que as grandes cilindradas. Os motores bicilíndricos desta gama são concebidos moderna e fiáveis; os intervalos de revisão rondam os 6.000-10.000 km dependendo do fabricante; as peças de desgaste (pneus, correntes, pastilhas) têm custos equivalentes a qualquer moto de estrada desta classe. A Motocar faz revisões e manutenção para todas as marcas que vendemos.

Comunidade e uso misto

O trail ride de média cilindrada é, tipicamente, alguém que faz do motociclismo um instrumento de liberdade: passeia ao fim de semana, trabalha durante a semana e viaja quando pode. A maioria das rotas em Portugal foi desenhada para este tipo de utilização. As motos desta guia foram concebidas exactamente para essa realidade.

O panorama actual: marcas europeias, japonesas e asiáticas lado a lado

É importante ser directo sobre um aspecto que ainda divide opiniões: todos os seis modelos têm produção chinesa. Dois têm marca e desenvolvimento fora da China — a Macbor, concebida em Barcelona pelo Grupo Bordoy, e a Moto Morini, com origem e R&D em Bolonha mas fábrica em Chongqing. A Voge, Kove e QJ Motor são marcas chinesas de raiz.

A questão já não é se as marcas asiáticas fazem motos boas — fazem. A questão que conta é quem está por trás do produto em Portugal quando algo corre mal, e qual o nível de assistência técnica disponível. Nesse ponto, a transparência que tentámos ter na Motocar é a seguinte: representamos marcas que têm importadores sólidos com rede técnica estabelecida em Portugal. É o único critério que nos interessa: ter um representante com quem tratamos a Yamaha, às revisões e às peças — e próximos.

O segundo aspecto é o valor de revenda. Honestamente, as marcas asiáticas de gama média ainda não têm o histórico de mercado usado que a Yamaha, Honda ou KTM têm em Portugal. Isto é uma realidade. A contrapartida é o preço de entrada — estas seis motos custam entre 5.470 € e 8.600 €, quando um concorrente japonês ou austríaco equivalente parte dos 8.000-9.000 €. O comprador tem de decidir o que valoriza mais.


Os modelos — análise individual

Voge 525DSX — a entrada equilibrada na família DSX

PVP Portugal 5.392€ (5 anos de garantia incluídos)
Motor Bicilíndrico em linha, DOHC, 4 válvulas/cilindro
Cilindrada 494 cc
Potência 47,6 CV @ 8.500 rpm
Binário 44,5 Nm @ 7.000 rpm
Consumo homologado 3,7 L/100 km
Depósito / Autonomia est. 16,5 L / ~350 km
Suspensão dianteira Forquilha invertida Kayaba 41 mm — pré-carga e extensão reg. — curso 150 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor com bielas — pré-carga reg. — curso 145 mm
Pneus Metzeler Tourance 110/80R19 (f) · 150/70R17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco flutuante 298 mm, pinças Nissin duplo pistão
Travão traseiro Disco 240 mm
ABS Duplo canal desconectável
Peso (sem fluidos) 190 kg
Altura de banco 830 mm
Instrumentação LCD 7" IPS a cores, Bluetooth, navegação turn-by-turn, TPMS
Garantia 5 anos
Destaques KYB, Metzeler, Nissin, câmara HD, TCS, 2 modos, full LED, crash bars, descanso central

A 525DSX é a porta de entrada na gama DSX da Voge — e é uma entrada sólida. Motor bicilíndrico de 494 cc com 47,6 CV, forquilha KYB regulável (pré-carga e extensão), pneus Metzeler Tourance, travões Nissin com ABS desconectável e ecrã LCD de 7 polegadas com tecnologia IPS, Bluetooth, navegação turn-by-turn e TPMS. É difícil encontrar este equipamento a 5.392€ em mais algum lado.

O motor bicilíndrico com eixos de cames DOHC entrega 44,5 Nm de binário a 7.000 rpm — o que se traduz numa resposta enérgica no meio da gama, exactamente onde o motociclista mais a usa em estrada. Os dois modos de condução (Standard e Sport) e o controlo de tracção desconectável adaptam a resposta ao terreno. O quadro é perimetral de aço com subquadro traseiro desmontável — uma arquitectura robusta e testada, que facilita a reparação em caso de queda.

O depósito de 16,5 litros é o mais pequeno do grupo — a autonomia estimada ronda os 350 km, suficiente para a grande maioria das utilizações, mas abaixo do que a concorrência oferece nas classes de depósito de 20+ litros. A câmara frontal HD de série é um extra genuinamente útil para quem documenta viagens. As barras de protecção e proteções laterais de série completam o pacote de fábrica.

Ponto a ter em conta: o amortecedor traseiro é simples (regulável em pré-carga, sem reservatório separado), ao contrário da 625DSX. Para uso predominantemente estradista isso é suficiente; para quem carrega passageiro com regularidade ou percorre muitos quilómetros com bagagem, o investimento na 625DSX vale a pena de equacionar.

Cinco anos de garantia, condicionada às revisões em rede autorizada. A Motocar é oficina da marca.

Ver modelos Voge: vogeportugal.pt/modelos/525dsx/


Voge 625DSX — o salto para a categoria seguinte

VOGE 625DSX
PVP Portugal 6.592€ (5 anos de garantia incluídos)
Motor Bicilíndrico em linha 270°, DOHC, 4 válvulas/cilindro, veio de equilíbrio
Cilindrada 581 cc
Potência 64 CV @ 9.000 rpm
Binário 57 Nm @ 6.500 rpm
Consumo homologado 3,8 L/100 km
Depósito / Autonomia est. 17,6 L / ~400 km
Suspensão dianteira Forquilha invertida Kayaba 41 mm — pré-carga e extensão reg. — curso 174 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor c/ depósito separado, totalmente regulável, bielas — curso 181 mm
Pneus Metzeler Tourance 110/80R19 (f) · 150/70R17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco flutuante 298 mm, pinças Nissin duplo pistão
Travão traseiro Disco 240 mm
ABS Duplo canal desconectável
Peso (sem fluidos) 194 kg
Altura de banco 835 mm
Instrumentação LCD 7" IPS a cores, Bluetooth, navegação turn-by-turn, TPMS
Garantia 5 anos
Destaques Punhos e banco aquecidos, câmara HD, TCS, 2 modos, full LED, luzes de nevoeiro, descanso central

A 625DSX partilha o ADN visual e arquitectónico com a 525DSX mas é, na prática, uma moto diferente. O motor bicilíndrico de 581 cc com cambota a 270° — a mesma configuração do BMW F 900 R, que a Loncin fabrica para a marca alemã — entrega 64 CV e 57 Nm. A sensação de condução é mais madura: mais torque disponível logo ao balanço, mais facilidade em autoestrada a velocidades de cruzeiro elevadas, mais conforto a absorver o peso de passageiro ou bagagem carregada.

A ciclística também evoluiu: o amortecedor traseiro passa a ter reservatório separado e é totalmente regulável (pré-carga, extensão e compressão) — um nível de ajuste normalmente reservado a motos de classe superior. O curso de suspensão também é maior: 174 mm à frente (vs 150 mm da 525DSX) e 181 mm atrás (vs 145 mm). Isso traduz-se em mais capacidade para absorver irregularidades e em maior conforto em caminhos de terra.

A 625DSX acrescenta de série dois extras que a 525DSX não tem: punhos e banco aquecidos — conforto relevante em dias frios ou em viagens de altitude. O ecrã é o mesmo LCD IPS de 7 polegadas com navegação turn-by-turn e TPMS. Disponível em versão Full Power (64 CV) e Low Power para carta A2. O PVP de 6.592€ posiciona-a como uma das propostas mais competitivas do segmento de 600 cc em Portugal.

Cinco anos de garantia, condicionada às revisões em rede autorizada.

Ver modelos Voge: vogeportugal.pt/modelos/625dsx/


Macbor Montana XR5 510 — a trail espanhola com a melhor ciclística do grupo

Macbor Montana XR5 510
PVP Portugal 5.499€ (antes 5.999€) — kit 3 malas 50% desc. até 31/10/2026
Motor Bicilíndrico, 4 tempos
Cilindrada 498 cc
Potência 46,9 CV (35 kW) @ 8.500 rpm
Binário 45 Nm @ 7.000 rpm
Consumo homologado
Depósito 20 L
Suspensão dianteira Forquilha invertida KYB 41 mm — pré-carga, compressão e extensão reg. — curso 196 mm
Suspensão traseira Amortecedor KYB c/ dep. separado, totalmente regulável, bielas — curso 210 mm
Pneus Metzeler Tourance 110/80R19 (f) · 150/70R17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco flutuante 298 mm, pinças Nissin duplo pistão
Travão traseiro Disco 240 mm, Nissin
ABS Desconectável em 3 modos: roda traseira / ambas / full ABS
Peso seco 178 kg
Altura de banco 841 mm (820 opcional)
Instrumentação TFT com conectividade mirroring
Injeção Bosch (modo Eco / Sport)
Garantia 3 anos
Destaques KYB (f+t), embraiagem assistida e deslizante, AFAM, ABS 3 modos, full LED, barras de proteção de série

A Macbor Montana XR5 510 é desenvolvida em Barcelona pelo Grupo Bordoy — um dos maiores operadores do sector em Espanha, com décadas de experiência em importação e distribuição — e produzida em parceria com fabricantes asiáticos. É transparente sobre isso: não fabrica propriamente, mas especifica, desenvolve e controla a cadeia de produção de forma exigente. O resultado chega à Motocar como uma das motos mais bem acabadas do grupo, especialmente no capítulo das suspensões.

A forquilha invertida KYB de 41 mm é totalmente regulável em pré-carga, compressão e extensão, com 196 mm de curso — o maior curso dianteiro deste comparativo. O amortecedor traseiro KYB com reservatório separado e sistema progressivo por bielas, também totalmente regulável, tem 210 mm de curso. Para referência: a Voge 525DSX, que também usa KYB à frente, tem 150 mm de curso; a XR5 tem 46 mm a mais. Num trilho técnico ou numa estrada com pavimento degradado, essa diferença é sensível.

O ABS é desconectável em três modos — roda traseira, ambas as rodas, ou full ABS —, o que oferece uma flexibilidade de configuração superior à maioria dos concorrentes. A injeção Bosch com dois modos (Eco/Sport), a embraiagem assistida e deslizante, a corrente AFAM e os pneus Metzeler Tourance completam uma proposta ciclística muito séria para o preço.

O ecrã TFT com mirroring (espelhamento do smartphone) é o mais completo dos dois modelos de menor preço neste grupo, e o depósito de 20 litros dá uma autonomia generosa. O peso seco de 178 kg é o mais baixo deste comparativo — a Macbor é a moto mais leve do grupo, o que se sente na manobrabilidade.

A promoção inclui kit de 3 malas (2 laterais + top case, 37L+33L+36L) com 50% de desconto até 31 de Outubro de 2026 — um extra concreto que representa entre 300 e 500€ de valor real no momento da compra.

Garantia de 3 anos.

Ver na Motocar: motocar.pt/53-macbor


Morbidelli T502X — o design italiano e o sistema de segurança mais avançado da classe

Morbidelli T502X
PVP Portugal ~5.990€
Motor Bicilíndrico em linha, DOHC, 8 válvulas, refrigeração líquida
Cilindrada 494 cc
Potência 47 CV @ 8.500 rpm (A2 compatível)
Binário 45 Nm @ 6.750 rpm
Depósito / Autonomia est. 18 L / ~380-400 km
Suspensão dianteira Forquilha invertida 43 mm — curso 180 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor multi-link — curso 69 mm
Pneus Pirelli Scorpion Rally STR 110/80-19 (f) · 150/70-17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco 300 mm, pinças 2 pistões
Travão traseiro Disco 240 mm
ABS Bosch comutável (modo Off-Road)
Peso em ordem de marcha 210 kg
Altura de banco 830 mm
Instrumentação TFT vertical 7" com navegação GPS (Morbidelli Connect 4G), TPMS, Bluetooth, USB-C
Injeção Marelli
Garantia 3 anos
Destaques Pirelli, ABS Bosch off-road, app Morbidelli Connect (4G, SOS, rastreamento), 3 modos de condução, full LED

A Morbidelli é a marca com a história mais singular deste grupo. Fundada em Pesaro em 1968 por Giancarlo Morbidelli, foi uma potência do motociclismo de competição nos anos 70, com títulos mundiais nas categorias de 125 e 250 cc. Esteve adormecida durante décadas até ao seu renascimento, em 2024, sob o Keeway Group (parte do mesmo universo Qianjiang que inclui a Benelli e a QJ Motor), com design e R&D baseados em Bolonha. A T502X é o modelo que recupera essa nova Morbidelli em Portugal.

O motor bicilíndrico de 494 cc com injecção Marelli entrega 47 CV e 45 Nm — potência alinhada com a carta A2 na versão standard, sem necessidade de limitação. A ciclística inclui forquilha invertida de 43 mm com 180 mm de curso e jantes raiadas tubeless com pneus Pirelli Scorpion Rally STR, que formam uma vantagem conhecida em revestimentos mistos e terra compactada.

O ponto mais diferenciador da T502X face a toda a concorrência neste grupo está na tecnologia de bordo. O sistema Morbidelli Connect combina conectividade 4G com funções normalmente reservadas a dispositivos de segurança premium: rastreamento GPS em tempo real, alertas de vibração ou movimento (anti-furto), botão SOS de emergência, desligamento remoto do motor e navegação GPS no ecrã TFT vertical de 7 polegadas — tudo gerido via app para smartphone. O primeiro ano de acesso está incluído. O ABS Bosch tem função Off-Road dedicada, o que significa que o sistema é optimizado para tracção em terra e não apenas para emergências em asfalto.

O peso de 210 kg em ordem de marcha é o mais alto do grupo. Isso é relevante em manobras lentas e para quem tem menor envergadura física. A altura de banco de 830 mm é, ainda assim, acessível para a maioria. O design — com faróis de inspiração rally, TFT vertical ao invés de horizontal, e barras de protecção de fábrica — distingue-a visualmente de tudo o que existe no segmento.

Garantia de 3 anos.

Ver na Motocar: motocar.pt/164-morbidelli


Kove 625X PRO — radar de série, 500 km de autonomia, e a tecnologia mais avançada do segmento

Kove 625X PRO
PVP Portugal Consultar concessionário (lançamento 2026 — ~8.500-8.600€ ref. mercado EU)
Motor Bicilíndrico em linha 270°, DOHC, 8 válvulas, veio de equilíbrio, refrigeração líquida
Cilindrada 581 cc
Potência 62,5 CV (46 kW) @ 7.750 rpm · versão A2: 47 CV
Binário 56,5 Nm @ 6.250 rpm
Depósito / Autonomia est. 21 L / ~500 km (dados marca)
Suspensão dianteira Forquilha invertida Kayaba 43 mm — totalmente regulável — curso 185 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor Kayaba piggyback — totalmente regulável — bielas — curso ~237 mm
Pneus Pirelli 110/80-19 (f) · 150/70-17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco, pinças — ABS desconectável
Travão traseiro Disco — ABS desconectável
Peso seco / em ordem ~200 kg / ~221 kg
Altura de banco 820 mm
Instrumentação TFT 6,75" com Bluetooth, mirroring, TPMS, telemetria
Injeção Bosch MSE6.0
ADAS (radar) BSD (ângulo morto), LCA (mudança de faixa), RCW (colisão traseira)
Garantia 3 anos
Destaques Sistema ADAS com radar (único no segmento), Kayaba, Pirelli, Bosch, punhos+banco aquecidos, keyless, 21 L

A Kove 625X PRO é a mais recente das seis motos deste guia — chegou ao mercado europeu em 2026 — e é, em termos de tecnologia de série, a mais avançada do grupo. A Kove construiu a sua credibilidade internacional pelo caminho mais difícil: pelo desporto. Em 2026, tornou-se a primeira fabricante chinesa a vencer etapas no Dakar Rally. É nesse contexto que a 625X PRO deve ser lida: não é um produto de imagem, é um produto de engenharia com ambições reais.

O motor bicilíndrico de 581 cc com cambota a 270° e injecção Bosch MSE6.0 entrega 62,5 CV e 56,5 Nm — muito próximo da Voge 625DSX em cilindrada e potência. A grande distinção está nos capítulos que o motor não conta. O depósito de 21 litros e o maior do grupo e a Kove anuncia uma autonomia próxima dos 500 km. As suspensões KYB de 43 mm são totalmente reguláveis com cursos de 185 mm à frente e ~237 mm atrás — os maiores deste comparativo. Com 200 kg em seco e 820 mm de altura de banco, é a segunda mais leve e a de banco mais baixo do grupo.

O destaque técnico que não tem paralelo neste segmento de preços é o sistema ADAS com radar: detecção de veículo em ângulo morto (BSD), aviso de mudança de faixa perigosa (LCA) e aviso de aproximação de veículo por trás (RCW). Estes sistemas, apresentados nos espelhos retrovisores e no painel TFT de 6,75 polegadas, são tecnologia normalmente encontrada em motos acima dos 15.000€. A Kove inclui-os de série numa moto de ~6.500€.

O equipamento de série é igualmente notável: keyless, punhos e banco aquecidos com três níveis, pára-brisas regulável, barras de protecção laterais, cárter de alumínio, tomadas USB, USB-C e 12V à frente, tomada USB sob o banco, conector ECS para arranque de emergência, luzes de nevoeiro, animação de arranque com logo no painel TFT. É a moto do grupo com mais itens incluídos no preço de fábrica.

O preço oficial para Portugal ainda não estava publicado no momento de edição deste artigo — confirmamos na loja.

Garantia de 3 anos.

Ver Kove na Motocar: motocar.pt/156-kove


QJ Motor SRT 600 SX — Brembo, Marzocchi, 6 anos de garantia e kit de malas grátis

QJ Motor SRT 600 SX
PVP Portugal 5.990€ (inclui kit de 3 malas alumínio val. 1.500€ até 31/10/2026)
Motor Bicilíndrico em linha, DOHC, 8 válvulas, refrigeração líquida
Cilindrada 554 cc
Potência 56 CV (41,2 kW) @ 8.250 rpm · versão A2: 47 CV @ 6.500 rpm
Binário 53 Nm @ 5.500 rpm
Depósito / Autonomia est. 20,5 L / ~420-450 km
Suspensão dianteira Forquilha invertida Marzocchi — totalmente regulável (pré-carga, ext. compr.) — curso 145 mm
Suspensão traseira Monoamortecedor — regulável pré-carga e extensão
Pneus 110/80-19 (f) · 150/70-17 (t)
Travões dianteiros Duplo disco 320 mm, pinças radiais Brembo 4 pistões
Travão traseiro Disco 220 mm
ABS Desconectável (2 modos)
Peso seco / em ordem 206 kg / 220 kg
Altura de banco 845 mm
Instrumentação TFT 7" a cores com mirroring Bluetooth (Carbit Ride), TPMS, indicadores de marca e ambiente
Garantia 6 anos (até 75.000 km, revisões em rede oficial)
Destaques Brembo, Marzocchi, 6 anos garantia, punhos+banco aquecidos, kit malas alumínio grátis (até 31/10/2026), 2 modos

A QJ Motor SRT 600 SX é a proposta mais pragmática do grupo — e, pelo menos até Outubro de 2026, a mais generosa em extras incluídos. O motor bicilíndrico de 554 cc com DOHC entrega 56 CV e 53 Nm, disponível em versão Full Power (56 CV) e limitada a 47 CV para carta A2. O binário desenvolvido às 5.500 rpm significa que está disponível exactamente onde mais interessa no trânsito real.

Dois componentes fazem a SRT 600 SX destacar-se no capítulo da ciclística. Os travões dianteiros usam pinças radiais Brembo de 4 pistões sobre discos de 320 mm — o sistema de travagem mais sofisticado e reconhecido deste grupo, normalmente encontrado em motos a preços consideravelmente superiores. A forquilha é uma invertida Marzocchi totalmente regulável — uma marca italiana de prestígio, parceira histórica das mais reconhecidas construtoras europeias. Em conjunto, este binómio Brembo/Marzocchi justifica por si só uma atenção particular para quem prioriza a travagem e o comportamento de chassis.

O ecrã TFT de 7 polegadas com sistema Carbit Ride permite espelhamento do smartphone via Bluetooth para navegação e notificações — o painel mais grande do grupo. O TPMS e o indicador de marcha engrenada estão integrados de série. Os punhos e banco aquecidos completam o conforto em viagem.

O argumento mais forte da SRT 600 SX, e aquele que torna a compra mais fácil de justificar a prazo, é a garantia de 6 anos — o dobro da maioria da concorrência e triplo das marcas que oferecem 2 anos. Para quem planeia manter a moto 5-6 anos, saber que qualquer avaria mecânica ou eléctrica coberta em garantia (até 75.000 km, desde que as revisões sejam feitas em rede oficial) é a QJ Motor ou o concessionário a pagar — e não o proprietário — tem um valor financeiro concreto e calculável.

Pelo menos até 31 de Outubro de 2026: kit de 3 malas de alumínio originais QJ Motor grátis, no valor declarado de 1.500€ (2 malas laterais 37L+30L + top case 45L com capacidade para capacete integral).

Preço: 5.990€. Com o kit de malas incluído, é objectivamente a proposta de maior valor global do grupo enquanto a promoção se mantiver.

Ver na Motocar: motocar.pt/151-qj-motor


Tabela comparativa — as seis lado a lado

Legenda: ★ = vantagem no grupo    • ★★ = vantagem única no segmento    •   — = não disponível/confirmado

Voge 525DSX Voge 625DSX Macbor XR5 Morb. T502X Kove 625X PRO QJ 600 SX
PVP (€) 5.392 6.592 5.499* ~5.990 ~6.500† 5.990‡
Cilindrada 494 cc 581 cc 498 cc 494 cc 581 cc 554 cc
Potência 47,6 CV 64 CV 46,9 CV 47 CV 62,5 CV 56 CV
Binário 44,5 Nm 57 Nm 45 Nm 45 Nm 56,5 Nm 53 Nm
Depósito 16,5 L 17,6 L 20 L 18 L 21 L 20,5 L
Banco (alt.) 830 mm 835 mm 841 mm 830 mm 820 mm 845 mm
Peso (seco) 190 kg 194 kg 178 kg 210 kg 200 kg 206 kg
Forquilha KYB KYB KYB In. 43mm KYB 43mm Marzocchi
Amort. traseiro Simples C/ dep. KYB dep. Multi-link KYB PB
Pneus Metzeler Metzeler Metzeler Pirelli Pirelli
Travões f. Nissin Nissin Nissin J.Juan/Bosch Bosch Brembo ★
ABS off-road Descon. Descon. 3 modos ★ Bosch ★ Descon. Descon.
Ecrã LCD 7" IPS LCD 7" IPS TFT mirror ★ TFT 7" GPS ★ TFT 6.75" ★ TFT 7" mirror ★
TPMS Sim Sim Sim Sim Sim
Radar ADAS Sim ★★
Punhos aquec. Sim Sim Sim
Banco aquec. Sim Sim Sim
Câmara HD Sim Sim
Garantia 5 anos 5 anos 3 anos 3 anos 3 anos 6 anos ★
Carta A2 Não Sim Sim Sim Sim Sim

* Macbor XR5 510: PVP 5.499€ (reduzido de 5.999€) + kit 3 malas com 50% desc. até 31/10/2026

† Kove 625X PRO: PVP Portugal em confirmação — referência mercado EU ~6.500-6.600€

‡ QJ Motor SRT 600 SX: inclui kit malas alumínio (val. 1.500€) grátis até 31/10/2026 (confirmar com concessionário)

Como escolher — o guia directo

Escolhe a Voge 525DSX se...

Queres a proposta de menor preço do grupo com garantia de 5 anos, motor bicilíndrico capaz, suspensões KYB e Metzeler, e não precisas de carta A2. É a moto para quem quer

entrar na família DSX sem compromissos e ficar protegido durante mais tempo. A câmara HD de série é útil, e a versão para quem gosta de registar viagens.

Escolhe a Voge 625DSX se...

Queres mais potência (64 CV), mais curso de suspensão, amortecedor traseiro com reservatório, punhos e banco aquecidos — tudo com 5 anos de garantia. Ou se precisas de carta A2. A versão limitada existe e está disponível. É a melhor relação preço/equipamento para viagens de longa distância neste grupo.

Escolhe a Macbor Montana XR5 510 se...

Priorizas o comportamento fora de estrada e a ciclística acima de qualquer outro critério. Os 196 mm de curso dianteiro e os 210 mm traseiros (ambos KYB com reservatório) são os maiores do grupo. O ABS em 3 modos é o mais flexível. E a mala top (17kg) com seco, PVP até 31.10 e promoção com malas incluídas e 50% até 31 de Outubro é um bónus concreto.

Escolhe a Morbidelli T502X se...

O design importa, o sistema de segurança activo importa, e a história da marca importa. O Morbidelli Connect com rastreamento 4G, botão SOS, ABS Bosch com modo Off-Road e cruise Pirelli formam o pacote tecnológico de segurança mais completo do grupo na sua classe de preço. Para carta A2, para quem quer uma moto com personalidade italiana real — e não apenas o nome.

Escolhe a Kove 625X PRO se...

Queres o que há de mais avançado tecnologicamente no segmento abaixo dos 7.000€. O sistema ADAS com radar (BSD, LCA, RCW) não tem paralelo aqui. O maior depósito do grupo (21 L), suspensões superiores KYB (185/237 mm), o menor banco (820 mm) e a injecção Bosch MSE6 completam um pacote de engenharia que vai além do preço. Para carta A2. Novidade de 2026 — para quem quer o estado da arte.

Escolhe a QJ Motor SRT 600 SX se...

Queres os melhores travões do grupo (travões Brembo, 4 pistões, 320 mm), a melhor forquilha de marca reconhecida (Marzocchi), a garantia mais longa (6 anos) e, pelo menos até 31 de Outubro de 2026, o kit de malas de alumínio que transforma a moto em grande tourer sem custo extra. Para carta A2 e a compra mais racional a 5 anos de horizonte.


Perguntas frequentes

Posso conduzir estas motos com carta A2?

A Voge 625DSX, Macbor XR5, Morbidelli T502X, Kove 625X PRO e QJ Motor SRT 600 SX estão todas disponíveis em versão limitada a 35 kW (47 CV) compatível com carta A2. A Voge 525DSX, com 47,6 CV / 35 kW, não limita, pode ser configurada. Confirme na loja qual a opção disponível para cada modelo.

Qual tem melhor valor de revenda esperado?

É uma questão honesta e a resposta honesta é: não sabemos ainda com certeza. Estas marcas têm, na sua maioria, poucos anos de historial no mercado português de usados. O que podemos dizer é que as motos com marcas de componentes reconhecidas (Brembo, KYB, Marzocchi, Pirelli) e com garantias longas tendem a manter melhor a percepção de valor.

A garantia de 6 anos da QJ Motor cobre tudo?

Cobre defeitos de fabrico nos componentes mecânicos e eléctricos, até 75.000 km, desde que as revisões programadas sejam feitas em concessionário QJ Motor autorizado e com peças originais. A Motocar é concessionário oficial QJ Motor e trata de todas as questões de garantia.

Qual a diferença entre ABS desconectável e ABS com modo off-road?

ABS desconectável significa que pode desligar o sistema completamente — útil em terra, onde o ABS pode impedir a moto de parar eficazmente num terreno solto. ABS com modo off-road (presente na Morbidelli T502X, em ABS Bosch) é mais sofisticado: o sistema mantém-se activo mas com lógica de intervenção adaptada à superfície de baixa aderência — oferece protecção sem os inconvenientes do ABS de estrada em piso não pavimentado.

Qual aguenta melhor viagens longas com bagagem?

Para viagens com bagagem estruturada, a QJ Motor SRT 600 SX (kit de malas alumínio até pelo menos 31 de Outubro de 2026) e a Macbor XR5 (kit de malas com 50% desc. até 31 de Outubro de 2026) são pacotes mais imediatos. Em termos de moto em si, a Voge 625DSX e a Kove 625X PRO têm a melhor combinação de depósito/autonomia, punhos e banco aquecidos e conforto de viagem.


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O preço indicado não inclui despesas de preparação, preparação, legalização, ISV, IUC e Eco-Valor dos pneus. Não inclui despesas de transporte. PVPR sujeito a possíveis alterações.

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